terça-feira, 20 de março de 2012

Fantástico: as fraudes em licitações, e nos demais segmentos públicos

Por Raymundo José

A emissora Plimplim, em uma reportagem especial feita (por Eduardo Faustini e André Luiz Azevedo), via Fantástico, mostra como funciona um esquema para fraudar licitações  no serviço público, feito entre empresas fornecedoras e funcionários públicos.
 - A matéria é merecedora de prêmio, mas tudo o que vimos foi apenas uma amostra de uma gigantesca prática de corrupção que contaminou quase todos os segmentos dos serviços públicos em nosso país. Ali fora na área da Saúde, onde não devíamos ter um centavo, sequer, desviado já que o objetivo inicial do dinheiro é viabilizar ferramentas para com o salvamento de vidas.

Há indícios de que o mesmo modelo de corrupção alí praticado também o é na Fazenda pública, na Infraestrutura e nos demais segmentos do serviço público.

Estamos vendo acontecer, em cada canto desse país, o “ápice da farra (desvio) do dinheiro público”. Basta que prestemos mais atenção no ultraveloz enriquecimento de algumas figuras que estão (ou já estiveram) no serviço público. Falo, principlamente, daqueles que são nomeados para bem gerir o erário público. Aproveito o tema para apontar um possível exemplo desse tipo de enriquecimento ilícito, usando o dinheiro público:

“a pessoa que chegou a Coelho Neto num fusquinha amarelo, e hoje (após mais de uma década) possui uma das maiores fortunas do Maranhão. Se não trabalhou noutro lugar, onde (e como) foi que achou tanto dinheiro em tão pouco tempo?”

Se fosse um enriquecimento lícito a maioria da nossa população, também, estaria no mesmo nível financeiro, visto que o nosso povo não é burro e sabe trabalhar. Se não vem acontecendo (aos demais) essa mesma evolução,  é porque essa menor parte talvez esteja praticando o tema em referência mostrado pela emissora de Tv, no domingo.

Outro grande exemplo de que essa prática de corrupção é quase geral é observado quando do posicionamento da grande maioria da classe política, que está fazendo conchavos até com o diabo para que o “Ficha limpa” não produza efeito imediato.  Pois se a aplicabilidade da lei acontecer já (como fora aprovado), a obsessão ao uso irregular do dinheiro público por parte daqueles “já enlameados”, ou dos com os “pés na lama”, pode minorar a corrida desses ao “pote público”. Se isso realmente acontecer, os “Fichas sujas” irão sofrer muito com essa provocada abstinência ao uso ilícito do erário público.

Não é inveja não “siô”, mas é doído trabalhar de sol a sol, honestamente, e ver que os frutos só crescem é na horta desses que manipulam o dinheiro público.  Algo tá errado, não?

Ah, a sede desse povo aí (ao dinheiro público) é tão grande que eles acham que não estamos vendo as suas tramoias. Pena que a delação, por parte do mais fraco, acaba (quase sempre) prejudicando a vida desse; que pouco recebe uma imparcial (e necessária) ação do poder fiscalizador.

Vixe, o texto parece não querer parar!

 
Finalizo agora, instigando você a uma reflexão:
“Por que será que o nosso povo, na maioria trabalhador, bom exemplo de chefe de família, amigo, solidário, estudado e consciente no seu caminhar não compra, da noite pro dia, carrões, mansões, vários terrenos e outras tantas fazendas?”  
  
Respire fundo, e seja sempre honesto!


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